Pois é. Bruxa. De chapéu, vassoura, verruga na ponta do nariz, vestidão preto, cara verde, daquelas completas. Ruim, raivosa.
Quem segue a carreira acadêmica devia saber que, a cada passo da jornada, a gente aprende... feitiçarias. Macumbas. Vudus! No mestrado, recebe um sabre de luz; no doutorado, vira Lord Sith e ganha um sabre de luz... duplo!
Nesses anos todos, aprendi a feitiçaria da bolsa da Fapesp, a macumba da aula de concurso, o vudu da maledicência, o desaparecimento em horas estratégicas ( e a aparição também), o teletransporte de documentos, a descoberta de livros mágicos, a invocação dos mortos (o que é o ritual da citação e a montagem da bibliografia "cala-boca-do-leitor"?) enfim... todo um aparato da bruxaria. Uma verdadeira Harry Potter. A minha raiva, a minha ambição, muitas vezes turvaram meu olhar, e me trouxeram n problemas. Porque é evidente que toda macumba, todo feitiço, é nada perto da verdadeira magia: o amor. Tá, vocês podem dizer, mas isso é papo de auto-ajuda, é ficção barata, conversa pra boi dormir.A nega fica 17 anos no lado negro da Força e vem agora falar que amor não é tudo mas é 100%? Pois é. Resta saber se eu vou conseguir juntar caldeirão, gato preto, livro mágico, vassoura e casinha de biscoito de gengibre, e passar pro lado bom da Força. Mas eu preciso.

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